Xerazade quis ajudá-lo.
E, quando o sultão começava a sentir algum sentimento ruim,
ela usava as palavras...
Eu estou depressivo(…) sem telefone(…) dinheiro para o aluguel(…) dinheiro para o sustento de criança(…) dinheiro para dívidas(…) dinheiro!(…) Eu estou sendo perseguido pela viva memória de matanças, cadáveres, cólera e dor(…) pela criança faminta ou ferida(…) pelos homens loucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policial, assassinos(…)
Brasília concentra um poder hoje que faria a coroa portuguesa se rasgar todinha de inveja !!!

Iluminismo
Tranquilamente poderíamos chamar os anos entre os séculos XVIII e XIX de “Os anos chapa quente”. Neste período, para desespero das monarquias, vários acontecimentos abalaram a Europa e a América, inclusive o Brasil. Observe o que aconteceu nesta época:
* A independência dos Estados Unidos (1776)
* A Revolução Francesa (1789-1799)
* A Inconfidência Mineira (1789)
* Conjuração Baiana (1798)
* E vários países da América latina foram ficando independentes (no início do séc. XIX)...
Mas não parou por aí, este período foi acompanhado por um bando de ideias novas que propunham acabar com o poder da monarquia e da nobreza. Os indivíduos que defendiam tais ideias eram chamados de iluministas.
Os iluministas acreditavam que tinham como missão levar o esclarecimento a todos os setores da sociedade independente de classe social, pois, somente através da razão os homens alcançariam as luzes do saber, saindo então do mundo das trevas, onde a ignorância imperava.
Para eles, todos os governos tinham que primar pela liberdade e pela igualdade perante a lei, ao invés de se preocuparem com o luxo.
Acreditavam também, que a sociedade moldava os seus indivíduos para torná-los submissos a uma ordem econômica e hierárquica, inculcando-lhes superstições, medos, crenças e preconceitos. Para completar diziam que a Igreja acabava transformando os homens em meros fantoches dos poderosos.
O filosofo iluminista Jean Jacques Rousseau dizia que “o homem é bom por natureza, a sociedade é que o corrompe”.
Existia ainda, uma corrente de iluministas ligados à educação. Eram chamados de pedagogos esclarecidos (esclarecido e iluminista são a mesma coisa) . Eles afirmavam que seria através da escola que se mudaria o mundo, pois, se desde cedo, a escola educasse as crianças para viverem sem preconceitos, serem quietinhas e fraternais, o futuro seria bem melhor.
Os estudiosos ilustrados (os iluministas também são chamados de ilustrados) davam muito valor a ciência, acreditavam que através dela o homem comprovava as coisas pela razão.
Neste contexto cientificamente positivo, para desespero da Igreja, os iluministas começaram a explicar como funcionava o universo. Como exemplo, quando caia uma forte chuva e destruía as lavouras de uma aldeia, a igreja dizia que era castigo, enquanto, os cientistas diziam que era um fenômeno da natureza. Para eles, Deus criou o mundo com uma natureza que se movia através de leis própria.
Não precisamos nem falar que este modo de pensar motivou inúmeros avanços tecnológicos e científicos em vários campos como: astronomia, física, química, biologia, medicina...
Os principais pensadores Iluministas foram:
Barão de Montesquieu (1689-1755) _ Ele dizia que não existia um governo totalmente certo. Sua proposta mais conhecida foi a divisão dos poderes em três instâncias: poder legislativo, judiciário, executivo. Desta forma um poder fiscalizaria o outro.
Voltaire (1694-1778) Defendia a liberdade de todos os indivíduos. Dizia que o poder supremo dos Reis e da Igreja tinha que acabar.
John Locke (1632-1704) Dizia que um governo forte era necessário para defender a vida e a propriedade das pessoas, porém, este poder jamais poderia ser limitador e tinha que possuir um contrato com a população. Se o seu governo fosse bom ele poderia continuar no poder, mas, se ao contrário não fosse o povo poderia tirá-lo do poder.
Lourdes Belchior
* Há alguns anos li esse artigo ( acho que foi em 2006). Até hoje ele me impressiona. E agora o partilho com vocês!
Texto 11:Em nome de Deus

Os jesuítas chegaram ao Brasil em 1549. Desde daquela época, a presença da companhia de Jesus foi objeto de polêmica. De um lado, um grupo de missionários que surgiu do fervor religioso da Europa Renascentista com o objetivo de espalhar uma fé genuína e renovada; do outro, os interesses de um projeto econômico.
Interesses políticos econômicos e religiosos se chocaram desde o início, o que pode ser visto nos ataques que Gabriel Soares, senhor de engenho na Bahia do séc. XVI, desferiu contra o trabalho missioneiros dos “soldados de Cristo”, ou nas constantes rusgas entre os inacianos e os paulistas caçadores de índios no séc. XVII.
Mas os Jesuítas se adaptaram ao mundo colonial. Ao longo de dois séculos, fundaram povoados, ergueram igrejas, criaram colégios e reuniram indígenas em missões. Propagaram nas terras coloniais, entre colonos e indígenas, uma concepção “ humanista” do homem e da sociedade, embora tenham, paradoxalmente, possuído escravos. A experiência acabou em 179, quando o ministro português Sebastião José de carvalho decidiu expulsar a ordem de Portugal e de suas colônias. Passados 250 anos, o tema ainda é controverso.
No decorrer da sua permanência os jesuítas acumularam, além do poder espiritual, um grande poder econômico que incomodava bastante a coroa e os colonos. Esse poder econômico vinha dos lucros obtidos com atividades econômicas como: plantações de cana, criações de gado, aluguéis de imóveis, doações de fiéis.
Eram tantas as propriedades que constantemente se envolviam em conflitos e litígios com donos de terrenos vizinhos, e, ao concentrar grande influência religiosa, política e econômica, a ordem angariou inimizades e passou a ser vista como uma ameaça pelos governantes locais. Tanto que o ato de sua expulsão alegava ter como objetivo preservar a autoridade real e a soberania do Estado Lusitano. Segundo a coroa, era uma ação em defesa da segurança da coletividade, para “conservar a tranquilidade e os interesses dos fiéis vassalos”. A lei que os mandou embora transferia para a coroa Muitas riquezas que estavam em seu poder.
Adaptação do texto de Paulo de Assunção: Revista Biblioteca Nacional